"As imagens a frente nos remetem a ilusão de conhecermos o tudo de tão pouco espaço, num ângulo de visão distorcido quanto a realidade dos caminhos tomados ao longo da vida. A vivência de tempos nos transmite a certeza do ontem e a bravura do hoje, mas não pode nos mostrar o caminho do correto amanhã. Os versos em suas variadas formas, demostram de forma única a cada um de nós, as maneiras de levar a frente a maior incógnita do mundo, a vida! - Sintam-se a vontade para comentar ." O autor.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

EM SOLIDAO

Hoje é domingo, inicio de inverno
Já são praticamente cinco horas da manha
Estou a avistar a lua em seu manto eterno
Vou aproveitá-la, não sei se a terei amanha

A lua esta pequena mas ilumina longe assim
Com a pouca ajuda das estrelas
Vai iluminando os caminhos pra mim
Para que eu sempre possa velas

Algumas nuvens aprimoram a paisagem
Estou aqui, sentado sobre uma pedra a beira d’água
Esperando que o céu me traga uma mensagem
E tentar arrancar do peito essa magoa

E ela veio, rápida, rasgando o céu
Como se entendera a mensagem desse aprendiz
Uma estrela morre, cadente, rasga o céu
Será que vai atender o pedido que fiz?

A noite de véu rasgado calou-se
Só ouvia o vento bater as folhas suas
E aos poucos o tempo, mudou-se
Na água as estrelas banhavam-se nuas

Incomodo-me ao sentir este frio
O minuano quase assobia
Mesmo assim ele continua calmo e macio
Sei que de tudo ainda não sabia

A lua que não vive sozinha
Ainda me escuta chorar baixinho
Ela por certo já fez sua casinha
Eu ainda construirei meu ninho.

Diôzer R. Dias

terça-feira, 10 de maio de 2011

OS QUATRO VENTOS

Não busco perfeição
Nem em meu coração
Não é brincadeira eu sei
A magia que nasce do olhar

É o vento carregando
Como se estivesse embalando
Uma folha pelo ar
Encontrando seu destino

O vento transcreve a história
Que fica em minha memória
Batendo a porta do coração
Com carinho e ternura

Vejo em teus passos a beleza
Com a alegria da natureza
Caminhas com o vento
Que vem dos quatro cantos

O vento norte
Que me traz a sorte
O vento sul
Mostra-me o céu azul
O vento leste
Teu coração me deste
O vento oeste
Um carinho fizeste

Não busco na alegria
Fugir do dia a dia
Mas em tua beleza encontro
Todos os tons da natureza.

Diôzer R. Dias

segunda-feira, 2 de maio de 2011

NOVO RUMO

Vive a inconstância de atos
Em relatos que a suspiros,
Mal traçados de suas linhas bem escritas
As manuscritas frases e pensamentos,
Perde-se ao relento de seus dessabores
Vividos a amores não esquecidos.

Percebe e relata com um olhar penetrante
O coração de seu amante eterno e incapaz,
Não tens o rosto de rapaz por ser frio
A um assovio mesmo vindo do coração,
A eterna solidão que nunca teve sexo
Tão pouco o nexo de sua existência.

Trazes no rosto marcas da idade
Sua mocidade ainda por viver,
Sem um dia esquecer os momentos passados
Os beijos adorados de uma família,
Que como filia única trouce de berço
Um branco terço e aprendera a rezar.

Já fez quinze e já fez vinte e um
E eu sou apenas mais um dos vários...
E vários versos que ela irá ler
Relembrar ao ver as pessoas de seu caminho,
Com seu vestido lilás limpinho a esperar
O rapaz certo a enamorar e seu coração entregar.

Vive rodeada de sonhos loucos
Seus poucos amigos de confiança,
Fé, esperança, alegria e o poder de sorrir
Faz ouvir teu coração a bater,
E se sem querer escapar algum perdão
Agarre-o com a mão, e o de a quem merecer.

Um dia irá crescer e esquecer do que fez
Talvez das brincadeiras e dos versos,
Inversos a realidade por ti sonhada
Sinta-te abraçada sempre que precisar,
Não relutes em procurar se já escondeu
Teu eterno “eu” perante o espelho que reflete.

Quando olhar para trás e ver que esta acabado
Ao lado de seu amado relembra os momentos,
Os ventos das praias, as estradas e as alegrias.
Quando viria a imaginar o que fez?
Comece outra vez, trace outro norte,
Conte com a sorte, e continue em paz.

Diôzer R. Dias

segunda-feira, 25 de abril de 2011

COMO FICA

Fico pensando na verdadeira verdade
E procurando uma maneira de viver
Sem fazer sofrer um alguém especial
Procuro não demonstrar meus sentimentos

Faço de tudo para não me entregar
Ainda tenho muito medo de errar
Não quero com as emoções brincar
Quero me reencontrar e nada mais

Fica gritando meu coração
Ao tocar de sua mão em meus lábios
Fica mais longe a solidão
Quando teu peito encontra o meu
Fico te pedindo perdão
Pois sei que ainda erro nessa vida
Fico me culpando e então
Não me encontro nessas palavras perdidas

Fazia dias que queria te contar
Que a te amar estou aprendendo
Assim mais te querendo por perto
Não sei o certo, só sei que é assim

Finjo pensar longe estando ao teu lado
Me vejo calado ao som da tua voz
Enganando meus pensamentos
Incrustando meus sentimentos.

Diôzer R. Dias

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A COMPOR

Convido-te a compor
E a chorar se preciso for
Não importa o tamanho da rima
Apenas, palavras como imã.

Fale de lua fale do que vier
Mas ainda me beije se puder
Gosto de sentir tuas palavras de perto
Sempre estarei de braços abertos

A te esperar como só eu sei
Acredito que um dia errei
É realmente troquei versos
E me fiz aos inversos

Mudando e apagando o que fiz
Não sei bem como se diz
Mas hoje me serve de consolo
O que um dia será namoro

A grama mesmo molhada
Transmite em uma só olhada
O que eu deveria fazer
E escreve o que eu deveria dizer

Calculo e reconto
Amarro com um ponto
Minha boca fica calada
Cala-se no frio da alvorada

É escura a fria
Lembro-me dos versos daquela guria
E choro mais e mais
Já abandonei meus iguais

Não escuto conselhos a mil
Sei que a vida é presa a um fio
Que mesmo fininho é forte
Talvez esse seja meu norte

Procuro na rosa dos ventos
Leve, trançada a tentos.
A explicação de meus caprichos
Porque destes cambio-os

Não encontro uma explicação
Apenas o sentimento de decepção
Pelas maldades da vida
Pelos caminhos da lida

Tranço em versos feitos agora
Tudo e a qualquer hora
Que o dia me mostrar
Que ainda é tempo de amar

A lua minha companheira
Fiel à vida inteira
Ainda hoje esta calma, ali.
E eu, assim, calado aqui.

A grama já não é mais verde
A escuridão a deixa com sede
Que o sereno mata sem do
E faz em meu coração um nó

No este que se desfaz
Quando o sol fugaz
Vem inundando meu mundo
Deixando a tristeza lá no fundo

Quero um dia ser estrela
Para melhor vê-la
Bem lá do alto, nas nuvens.
Sei que um dia tu vens

Ajusto umas coisas quando tu vens
Trato-te com carinho, te quero bem.
Sabes que um dia te comentei
Que teu ainda serei

Mas calma tempo apressado
Não fica ai amarrado
Mexes-te bem devagar
Não me magoa em um olhar

Essa moça que traz tormentas
E que tempestades enfrentas
É a mesma que me sorve o mate
É a mesma que meu coração abate

Convidei-te a compor
Pois não gosto de impor
Minhas palavras desgarradas
Trazem palavras amadrinhadas

Traçam alguma imaginação
Perdida num rincão
Destes lugares tantos
Lembro-me de teus mantos

Todos leves e delicados
Sempre estiveram abraçados
Por uma pele esculpida na calmaria
Aproveitando a luz do dia

Mulher de mil olhares
Traz os 7 mares
Dentro de teu olhar
Que fica a me inundar

Busca na voz os ventos
Mesmo em noites de relentos
Sempre traz uma palavra doce
Pra os lugares onde fosse

Não posso falar muito agora
Sei que já esta na minha hora
Não quero tomar de teu tempo
Mas fica aqui apenas um exemplo

De como poderia ser um dia...
Será realmente que assim seria
Como a imaginação flutuante
Volto a ser eu mesmo, caminhante.

Sonhando com qualquer alguém
Mesmo sem ninguém
A meus olhos sou exigente
Tornaram-se uma vertente

Mesmo assim continuo aqui
Sei que tu ainda estas ai
Mesmo assim me perco a imaginar
Como seria em um todo, amar!
 
Diôzer R. Dias

- Direitos:

Todos os textos/frases/mensagens/palavras/etc..., aqui postados são de autoria de Diôzer Rodrigues Dias, as imagens utilizadas foram retiradas através de site de busca na internet. Todo e qualquer artigo literário que venha a ser utilizado neste Blog levará como rodapé sua autoria.

Sem mais, espero que gostem da leitura e aproveitem bem o espaço destinado a comentários.

Att. Diôzer Rodrigues Dias.